Previdência, aposentadoria, o
que?
Estava conversando com os meus
colegas de trabalho sobre o nosso regime de previdência social, o IPM, onde
ficou muito claro a preocupação de todos, pois pelo o que se sabe ele este está
quebrado em bandas, um colega conclamou a todos a participarem das revindicações
do sindicato no intuito de ver alguma melhora nesse “calo” em nossa velhice.
Logo pensei e vi que nosso
sistema de previdência, o IPM, em nada se difere com o sistema Nacional de previdência
que há décadas está deficitário onde as contas não batem de jeito nenhum. Vários
fatores contribuíram para esse déficit, desde o tipo de previdência escolhida
até a pirâmide etária que caracteriza o nosso Brasil como um país outrora jovem,
hoje nem tanto, indo para um país velho, a corrupção, a má gerencia, dentre
outros fatores.
Existem dois tipos de sistemas de
previdência, a repartição simples onde os trabalhadores ativos é que pagam os
inativos e o sistema de capitalização em que o trabalhador contribui e este valor
é investido em vários aportes financeiros, seja em letra do governo, ações, em
imóveis, empréstimos habitacionais e todo o “lucro” volta ao trabalhador na
forma de benefício no ato da aposentadoria, ao que me parece (requer
confirmação) esse era o sistema utilizado pelos os Institutos de Previdência
que antecedeu o antigo INPS e posteriormente o INSS. O que vemos atualmente na
verdade são os valores contribuídos sendo destinado a investimentos de cunho
político e corrupção, um verdadeiro descaso.
Muito se têm discutido sobre a previdência
no Brasil, alguns entusiastas preferem o sistema que está outros desejam a
reforma urgente, eu defendo uma mudança, seja ela administrativa ou estrutural,
pois ao vermos que nos anos 70 para cada aposentado existia 4 trabalhadores
ativos para pagar sua aposentadoria, nos anos 90 chegou a 2 trabalhadores para
cada inativo e a projeção não é nada boa para o futuro, concluímos que do jeito
que está não pode ficar.
Analiso de forma simplória e
pragmática sem pretensão de teorizar ou resolver o problema do déficit, pois a
discussão é necessária e urgente, vejo algumas possibilidades para dirimir ou
acabar com o desequilíbrio nas contas da previdência: 1)esticar o tempo de
contribuição dos ativos, isto é, aumentar o tempo serviço para aposentadoria;
2)aumentar o valor da contribuição dos trabalhadores ativos; 3)Separar os
custos de assistência social dos custos de aposentadoria, hoje está tudo no
mesmo balaio, causando um inchaço no sistema (é absurdo!); 4) aumentar a base
de contribuição (diminuir a informalidade); 5)fazer um mescla com os dois
sistemas de previdência a simples e a de capitalização, 6)Choque de gestão,
defendo que os trabalhadores, através de seus representantes, devem estar presentes
ao gerir esses recursos (através de conselhos); dentre outras, nada que expus é
novidade já está posto por muitos estudiosos da área. O importante de tudo isso
é nós nos inteirarmos da situação, procurar saber, se informar, lutar, gritar
agora do que lamentar e chorar no futuro.
Rondiney Lima
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