sábado, 12 de novembro de 2011


Previdência, aposentadoria, o que?

Estava conversando com os meus colegas de trabalho sobre o nosso regime de previdência social, o IPM, onde ficou muito claro a preocupação de todos, pois pelo o que se sabe ele este está quebrado em bandas, um colega conclamou a todos a participarem das revindicações do sindicato no intuito de ver alguma melhora nesse “calo” em nossa velhice.
Logo pensei e vi que nosso sistema de previdência, o IPM, em nada se difere com o sistema Nacional de previdência que há décadas está deficitário onde as contas não batem de jeito nenhum. Vários fatores contribuíram para esse déficit, desde o tipo de previdência escolhida até a pirâmide etária que caracteriza o nosso Brasil como um país outrora jovem, hoje nem tanto, indo para um país velho, a corrupção, a má gerencia, dentre outros fatores.
Existem dois tipos de sistemas de previdência, a repartição simples onde os trabalhadores ativos é que pagam os inativos e o sistema de capitalização em que o trabalhador contribui e este valor é investido em vários aportes financeiros, seja em letra do governo, ações, em imóveis, empréstimos habitacionais e todo o “lucro” volta ao trabalhador na forma de benefício no ato da aposentadoria, ao que me parece (requer confirmação) esse era o sistema utilizado pelos os Institutos de Previdência que antecedeu o antigo INPS e posteriormente o INSS. O que vemos atualmente na verdade são os valores contribuídos sendo destinado a investimentos de cunho político e corrupção, um verdadeiro descaso.
Muito se têm discutido sobre a previdência no Brasil, alguns entusiastas preferem o sistema que está outros desejam a reforma urgente, eu defendo uma mudança, seja ela administrativa ou estrutural, pois ao vermos que nos anos 70 para cada aposentado existia 4 trabalhadores ativos para pagar sua aposentadoria, nos anos 90 chegou a 2 trabalhadores para cada inativo e a projeção não é nada boa para o futuro, concluímos que do jeito que está não pode ficar.
Analiso de forma simplória e pragmática sem pretensão de teorizar ou resolver o problema do déficit, pois a discussão é necessária e urgente, vejo algumas possibilidades para dirimir ou acabar com o desequilíbrio nas contas da previdência: 1)esticar o tempo de contribuição dos ativos, isto é, aumentar o tempo serviço para aposentadoria; 2)aumentar o valor da contribuição dos trabalhadores ativos; 3)Separar os custos de assistência social dos custos de aposentadoria, hoje está tudo no mesmo balaio, causando um inchaço no sistema (é absurdo!); 4) aumentar a base de contribuição (diminuir a informalidade); 5)fazer um mescla com os dois sistemas de previdência a simples e a de capitalização, 6)Choque de gestão, defendo que os trabalhadores, através de seus representantes, devem estar presentes ao gerir esses recursos (através de conselhos); dentre outras, nada que expus é novidade já está posto por muitos estudiosos da área. O importante de tudo isso é nós nos inteirarmos da situação, procurar saber, se informar, lutar, gritar agora do que lamentar e chorar no futuro.

Rondiney Lima

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